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Mostrando postagens de 2013

SER ARTISTA

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<3 A primeira vez que eu encarei um público no teatro, foi com 11 anos de Idade - foto å sua direita (porém com um microfone na mão aconteceu aos 5 quando eu queria porque queria subir no altar da Igreja e ser a comentarista da missa e fui por longa data). Foi uma adaptação que eu mesma fiz do livro DIVA de José de Alencar para o Teatro, onde nossa equipe ganhou prêmio de melhor peça, batendo aliás até os que já tinham participado do evento, a Feira do Livro da Cidade. Mesmo sem ter noção alguma do que era presenciar um palco, numa cidadezinha do interior com menos de 3.000 habitantes: Cafeara no Norte do Estado do Pr, topei o desafio. Naquele dia todos me cumprimentaram e disseram que eu tinha nascido para aquilo, porém a magia ficou esquecida e então muitos anos depois morando em Curitiba por motivos outros e não por causa de profissão, mas sem planejar, meu caminho se cruzou com o Teatro Saltimbancos onde fui convidada pelo Treat Serpa, que se tornou um grande amigo, a experim…

A Beleza da Vida no Casos e Causos RPCTV

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Neste domingo, você vai curtir "A Beleza da Vida", no Casos e Causos!

O curta-metragem conta a história de um empresário bem-sucedido, mas muito ansioso, que, após passar por exames médicos, conhece uma garota que tem a chance mudar sua forma de encarar a vida.

Assista a matéria da Revista RPCTV sobre o filme
Confira!

Você que não conseguiu ver pela sua televisão Clique e assista online agora

mesmespaço

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Você já esteve em um dia onde todos os anos da sua vida se resumem em apenas este dia?

mesmespaço estreou hoje no TUC. Última apresentação amanhã!!!

A peça fala de perdas e lança de uma forma bastante corporal e de frases diluídas entre os emissores, pontos de emoções diversos em relação aos fatos que contribuem para as perdas.

Obrigada aos que estiveram presentes hoje!



Agradecimentos: Jossane Ferraz Amábilis de Jesus Nathália David Góes Francisco Mallmann

com tuas próprias mãos

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Escrever é solitário, mas realizar, executar com as próprias mãos o que mora no âmbito do desejo esta para nós como a água está para a flor. E então, quando FAZEMOS, quando nos vemos refletidos nos nossos feitos, é quando encaramos, sem pesar, o ato de viver só no mundo, pois já nascemos sozinhos.  Tem uma força imanente que nos conecta, não aprendemos a controla-la, mas podemos respeita-la. Somos sim seres que precisamos ser obedientes e aceitar e se entregar å esta força, que é sim divina, porque é sobre-humana. Ninguém, por melhor acompanhado que esteja tem a segurança da soma, principalmente porque, ainda, nada perdura para além do que conhecemos como vida. O velho clichê aproveite cada momento é de fato um propósito para se instaurar no mundo sem ansiar por um futuro ou, retroceder no tempo e se perder de si (do aqui e agora), mas, nos ensinam que aproveitar cada momento é ir ao extremo do riso e da felicidade. Vejo a isto como a famosa válvula de escape, você aproveita e intens…

Viva o Negro!

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"Sou negra livre
Cheguei aqui a pé"*

Salve o Negro
Salve o Branco
Salve todo Ser Vivo
Todo Ser que respira
E compartilha do mesmo oxiênio
Viva meu Vozinho
O sangue que corre em mim
é mistura
Que colori meu Espírito
De uma Italiana Branca
Que se dedicou a Amar um Negro Brasileiro
Viva o País mesclado
O País que muda
Que não tem vergonha da consciência
De que na vida somos todos semelhantes
Pois,
O mesmo pó dissolverá a pele de ambos
Seja Branco, seja moreno.
O fim ainda está para todos. Enquanto isto: Nos Respeitemos!



*trecho da letra da música escrita para Negra Li, de Nando Reis.


O PESO DA CARNE

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Filho novo saindo!!!

Viver Bem Com o Meio Ambiente

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"Se nosso próprio corpo não é afetado, nossa mente não percebe a existência de corpos externos." Ética II - Spinoza A grama estava confortavelmente áspera. Quente! 
A luminosidade do Sol colore a vida daqueles que se permitem (ao menos tentar) ser luz! É tão gostoso Viver! Até Spinoza já dizia que sentimos o mundo aqui com nosso corpo. Não tenhamos vergonha de apreciar a beleza que há em nosso planeta. De apreciar com nossos sentidos. 
Preservar o meio ambiente é Cuidar de Si também. Na companhia de dois queridos amigos, Treat Serpa e Robison Tocera, fizemos um trabalho  teatral delicioso de conscientização å preservação ao meio ambiente. Estive vestida de Fiona e depois fui aprontar um pouquinho nesse espaço belíssimo que a empresa DENSO faz questão de manter. Em resumo, é simples ser feliz, estamos conectados com tudo que nos cerca e creio eu que até mesmo com aquilo que nem imaginamos e que, a ciência ainda nem conseguiu encontrar. Somos peças de um todo. E para estarmos…

Como Sentimos o Mundo?

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A FIM DE VER O MUNDO, TEMOS DE ROMPER COM NOSSA ACEITAÇÃO HABITUAL A ELE
Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) Abordagem do Filósofo: Fenomenologia


Interessado em investigar atentamente nossa experiência de mundo, questiona nossas pressuposições cotidianas. Direciona-se então ao campo da fenomenologia. Edmundo Husserl já explorava essa experiência. Merleau-Ponty vem abordar essas questões, mas o que difere ambos? O fato de que a nossa experiência de mundo não consiste apenas em EXPERIÊNCIA MENTAL, como também CORPORAL. Em Fenomenologia da Percepção, Ponty explora esse pensamento e conclui que a mente e o corpo não são entes separados (pensamento que contradiz Descartes). O pensamento e a percepção para Ponty são incorporados. O MUNDO, A CONSCIÊNCIA E O CORPO SÃO TODOS PARTES DE UM ÚNICO SISTEMA. O filósofo rejeita a dualidade de que o mundo é composto por MENTE e MATÉRIA separadamente. O corpo como veiculo do ser no mundo. A proposta de Merleou-Ponty é uma ontologia da percepção em dialogo c…

Quem sou eu? Quem é o outro?

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No filme ao lado, Kaspar Hauser foi privado do convívio social numa espécie de cativeiro. Alí não aderindo ao uso da linguagem e nem podendo apreciar as paisagens. Visto que, desde a tenra idade Hauser está excluído da cultura e da gramática ele não pode pensar, porque não há palavras que possam lhe fazer algum sentido, elas são vagas.  Ao aparecer em sociedade, a personagem passa a ter experiências a partir da linguagem, dos costumes locais e ainda assim, tudo é muito distante de si. Ele nem mesmo pode se distinguir do mundo, porque não tem a ideia do Eu. Portanto anula a afirmação Descartiana de que o homem pode reconhecer a todas as coisas no mundo. Kaspar é incapacitado de identificar até mesmo o que é uma paisagem ou um ser humano ou um animal, com excessão do cavalo, pois era sua única referencia: Um cavalinho de madeira que o acompanhava na solidão do seu cativeiro. Sendo assim, Kaspar em todos os seus anos, nunca olhou para si  e pensou em autoconhecimento, em personalidade o…

Fotos: VIDEOCLIPE BANDA INNER DRAGON

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PRODUTORA: VIGOR MORTIS DIREÇÃO: PAULO BISCAIA FILHO PRODUÇÃO: MARCO NOVACK DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MAURICIO BAGGIO ELENCO: MICHELLE RODRIGUES E VIVIANE GAZOTTO MAQUIAGEM: ANDREA TRISTÃO FIGURINOS: ROBSON SCHULTZ & CLÉ CARRER DIREÇÃO DEARTE: MARJA CALAFANGE ASSISTENTE DE ARTE: CRISTOPHER GEGEMBAUER STILL: MARCO NOVACK






a loucura, os sentidos e a harmonia

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ås vezes é preciso que tomemos as rédeas das nossas loucuras e doma-las, domestica-las, nos responsabilizarmos por elas. ås vezes é preciso culpar-se para saber ao menos quem você deve perdoar: VOCê MESMO!
que cada tipo de loucura encontre seu respectivo louco que cada fome procure seu faminto que cada amor encontre seu devorador que eu seja uma loucura que eu seja uma fome que eu seja um amor
fazer do obscuro, do que não é inteligível, do nebuloso, impulsos criativos é uma das formas de trazer o compromisso com seus assombros para você mesmo. mas não basta. a vida vai sempre lhe cobrar por quê você veio ao mundo e não encontrando resposta, cada vez mais a frustração vai se alastrar e ao procurar gostar da vida para tentar expurgar essa dor, a dúvida å respeito da morte aumenta. é uma contradição que corrói, que esburaca, que faz o peito abrir quase a ponto de ser possível tocar dentro dele, de vontade de remoer, reorganizar, reordenar. parece que algo externo o controla, você sente …

A Tal Da Dona Felicidade

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Não é novidade para mim que modelos ideais de felicidade existam (não que eu concorde com eles) e que, quem tem consciência da sua felicidade singela sabe que ela mora no espírito e no jeito de se viver e olhar o mundo.  Nós, os "felizes", acabamos sendo uma referência de padrão feliz, começamos a ser copiados, mas o que as pessoas não imaginam é que pra sermos felizes fizemos justamente o contrário. Não copiamos nenhum padrão de felicidade, nada vai lhe garantir esse lugar ao sol, nada vai lhe fazer feliz exceto uma única coisa: seu modo de viver no mundo! Nós, os felizes, pagamos conta, igual a todos que se sentem å procura da felicidade, temos as mesmas dificuldades do mundo inteiro, mas não aceitamos apenas parar, se entregar e chorar, se destruir ainda mais, de implorar ao mundo que solucione os nossos problemas e resolvam a nossa vida, nós limpamos a primeira lágrima e pensamos "daqui a pouco vai ser melhor, estará tudo bem". Nós somos humildes e sabe por qu…

O mundo sob o olhar da atriz

Quando assumi um compromisso com a arte assumi com a humanidade. Não que ela seja minha responsabilidade, mas cair no palco sobre o peso de apenas meu eu não é o que me impulsiona. Eu tenho o zelo, o carinho, o amor profundo pela minha profissão principalmente porque é o veículo que escolhi pra levar a minha perspectiva sobre uma sociedade, sobre o mundo e a cerca da existência, da qual não daremos conta de esclarecê-la, mas de amenizá-la. Existirão muitos que tentarão, consciente ou não, impedir que exploremos o que temos de essencial pra compartilhar. Ignoro qualquer tipo de poda! Eu jamais trairei o meu compromisso de levar um olhar singelo, um olhar que pensa, que sente, que mente sobre si às vezes por se render ás ilusões das tramas sociais. Eu quero público, pois, o que seria do olhar de um artista não fosse o do público pra complementar. Uma atriz que quer um pensamento e um corpo presente. Que muda seu mundo imediatamente a cada segundo e não que espera um amanhã melhor.
em b…

O que eu quero no teatro?

Em cena Eu quero o corpo 
Com tudo o que tem nele

Com o olhar Que me arrebata Que me arrepia  Que me fuzila Que me contrai  Com a voz  Que me suga  Que faz tremer os poros  Que solta meu grito  Que exprime o pior Que goza do melhor  Eu quero fragmentá-lo  Eu quero juntá-lo  Eu quero eu  Com todos os monstros  E todas as princesas Que se completam dentro dele 

E que vc se arrepie ao monologar contigo enquanto canto enquanto finjo q te falo e vc finge me ouvir Que vc se destrua na sua obscuridade pra encontrar qual seu canto que tem luz

Novo espetáculo da Cia Vigor Mortis Juke Box Vol. I

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Serial Killers novamente em ação na Vigor!

Com direção do premiadíssimo Paulo Biscaia Filho, atuação por conta do ator Kenni Rogers e produção de Marco Novack, o espetáculo estreia dia 06/06/2013 às 20:00hrs no Teatro Universitário de Curitiba localizado na Travessa Nestor de Castro - Centro. Fone: 041 2221 3312.



Nesta quinta 23/05/2013 a Cia abriu as portas à alguns convidados com o propósito de assistirem ao ensaio. O espetáculo dialogará frontalmente com o espectador que irá selecionar aleatoriamente um ícone oferecido pelo diretor, tal prática determinará a cena que o ator colocará em ação. O restante do público poderá assistir num telão. Diante de uma caixa de madeira, em uma cadeira, o espectador se virá diante do que podemos chamar de “efeito que salta aos olhos”. Estilizando 3D, as projeções, o rosto do ator (que está divinamente dando vida às personagens) e o olhar do espectador se encontram no espaço de uma caixa. O cenário que conta com o design de Guenia Lemos é uma engenhoc…

O pretexto da narrativa sob(re) a gestalt (“As Aventuras de Pi” do diretor Ang Lee)

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Imagens com profundidade bem focada, paisagens naturais, personagens comuns e um conflito raro são o pano de fundo de “As Aventuras de Pi”. Porém, a configuração do conjunto de cenas sequenciais e escolha das imagens - cronologicamente convencional - desfigura a formatação humana embora seja retomada no desfecho. A relação homem-animal vem enfatizar porque nos diferenciamos das outras espécies, por exemplo: enquanto o Tigre não é capaz de elaborar um sistema que o leve a subir na lateral do barco à fim de salvar-se, após sua tentativa frustrada e instintiva de capturar tubarões, o homem racional como é, consegue criar estratégias que permitam com maior probabilidade a sua permanência à vida. Pi repensa o conceito de homem no mundo quando a fome o domina. É preciso se renovar para continuar insistindo em viver. Ele já não distingue sonho de real e as imagens do mar em continuidade ao céu e as nuvens dialogam diretamente com as proposições do roteiro. Nas imagens quase sempre não é…

como o tempo torna-se imagem? (sobre haikai de roberto alvim)

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A peça haikai de Roberto Alvim não tem 30 minutos, ou 29 ou 28. Ela não está no tempo. Está no eterno, atualizando-se à cada sentido que se expande e a “espera”.
O convite ao silêncio e imobilidade, verbalmente é feito na recepção, o público de súbito se retira do seu lugar comum, transferindo a possibilidade de outros sentidos não convencionados a se ampliarem. Acomodados na escuridão, esta os convida à provar o incerto, o imprevisto, o nada. O som agonizante, impactadamente, desterritorializa o publico e os coloca em um lugar desconhecido e surge então a figura de um homem, a qual nos apegamos por identificação para em seguida nos perdermos nas fragmentações da gramática emitidas pelo mesmo e aqui: o voo poderá ser feito, não estamos mais no mundo. A silhueta da mulher aparece, sua imagem abre um corte no espaço, suas vozes subjetiva outras forças que não apenas demasiado humanas. A mulher, a outra mulher e o homem triangulam o espaço, mas há um desejo destes in/conscientes fortí…