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Mostrando postagens de Abril, 2015

CONTO: A MARIPOSA MORIBUNDA E A MULHER MÓRBIDA

{Não adianta implorar, eu não vou poder fazer nada por você e tampouco você poderia fazer algo por mim}

Suas asas se movem rapidamente, ela tenta sair do rés do chão e, agora só poderia filosoficamente, pois um acidente horrível, o qual desconheço, a levou a perder potência em uma das asas. Que injusto seria se ela morresse aqui, ninguém morre dignamente dentro de um banheiro de quinta na beira de uma estrada. Alguns momentos ela se cansa e para de se debater, ela sabe, ela já percebeu que não poderá alçar mais nenhum vôo e que então morrerá depois de um tempo, mas parece preferir morrer de cansaço, de esgotamento, tentando sobreviver do que se entregar e ficar ali por mais tempo esperando que a fome lhe ataque tão cruelmente que, sem alimento algum e limitada de voar, mate a pequena mariposa. Seus olhos apelam, de costas para o chão ela implora pelo ar em todos os sentidos, precisa continuar respirando e precisaria da compreensão da dinâmica das asas para cortar o vento, mesmo que fo…